A fé de Elvis Presley

Elvis Presley, que completaria 70 anos em 2005, teve sua vida e carreira marcadas pela fé evangélica

Para quem não viveu fora do planeta Terra nos últimos 50 anos, o nome de Elvis Presley é referência obrigatória em música. Astro maior do showbiz mundial numa época em que celebridades não eram fabricadas pela mídia, o mítico cantor americano foi um dos principais protagonistas da revolução de costumes que marcou as décadas de 1950 e 60. Elvis, que completaria 70 anos em 2005 – ele morreu em 1977, em condições até hoje insuficientemente esclarecidas –, é uma das mais conhecidas personalidades da história contemporânea. O que nem sempre é dito é que Elvis Aaron Presley era também um evangélico, ao menos por formação. E crente pentecostal, para ser mais exato, já que foi criado pela família na igreja Assembléia de Deus. Ele passou toda a infância e adolescência ouvindo hinos de louvor e aprendendo as Escrituras. Aparentemente paradoxal para alguém que foi tido como ousado, transgressor, rebelde e profano, a fé protestante foi um traço que marcou a vida e a trajetória do ídolo.
Dono de carisma inigualável e voz de timbre inconfundível, Elvis Presley arrebatou milhões de fãs com seu talento fora de série. Arquétipo do jovem transgressor, ele distribuía beijos entre as mocinhas histéricas e seus belos traços físicos lhe valeram a inevitável imagem de símbolo sexual. Extravagante no visual e nos gestos, seus rebolados no palco, que lhe valeram apelido de “Elvis, o Pélvis”, aterrorizaram a conservadora família americana de meados do século passado. Contudo, sua vida pessoal guardava nítida influência da fé que ele nunca escondeu. Em quase todas suas aparições públicas, o artista fazia questão de enfatizar sua confiança em Deus, expressa nas canções religiosas que marcaram os melhores momentos de sua carreira. Esse lado evangélico de Elvis Presley, muito conhecido mas pouco compreendido, é o pano de fundo de Tocou-me – A música gospel de Elvis Presley, DVD duplo que acaba de ser lançado por aqui e mostra o homem religioso por trás do mito.
A espiritualidade do rei do rock até hoje é alvo das mais diversas especulações. Seria Elvis um homem genuinamente convertido ao Evangelho? Teria mantido uma vida aos pés de Cristo, apesar de seu envolvimento com as coisas do mundo, como se diz no jargão dos crentes? São perguntas que até hoje, passados 28 anos de sua morte, ninguém consegue responder. O fato inegável é que a experiência evangélica marcou a carreira do rei do rock. Sua discografia registra onze trabalhos de conteúdo exclusivamente sacro, com destaque para os álbuns His hand in mine (“Sua mão sobre mim”), How greath thou art (“Quão grande és tu”) e He touched me (“Tocou-me”). Alguns dos mais famosos hinos do cancioneiro protestante acompanharam Elvis durante toda sua carreira. E que carreira – a indústria que se formou em torno de seu nome não pára de crescer. Especula-se que a venda de seus discos já ultrapassou casa de um bilhão de cópias, feito jamais alcançado por outro artista em toda a história da indústria fonográfica. Segundo a revista americana Forbes, especializada em negócios, Elvis ainda hoje é o artista morto que mais vende discos no mundo.
Nascido em 8 de janeiro de 1935 na cidadezinha de Tupelo, Mississipi, sul dos Estados Unidos, Elvis Aaron Presley era filho de um casal de operários muito pobres. Suas primeiras lembranças eram dos cultos que a família freqüentava assiduamente. Tempos difíceis, em que os únicos momentos de enlevo em meio à dura rotina não só para os Presley, mas para toda a aquela comunidade formada de caipiras e negros, eram as celebrações na igreja. Educado na rigidez protestante da época, o pequeno Elvis conheceu a Bíblia e aprendeu todas as canções de cor. O garoto ficava fascinado com os spirituals e blues dos vocais negros. Foi ali que ele arriscou os primeiros acordes no violão e começou a desenvolver sua voz, tentando imitar os coristas. Acabou sendo infinitamente melhor que eles. Elvis Presley teve uma carreira meteórica. Em 1953, com apenas 18 anos, sua genialidade foi descoberta. Naquele ano, ele teve seu primeiro sucesso, That’s all right, tocado em todas as rádios dos Estados Unidos. O ritmo musical e o estilo de Elvis eram novidade na época. Foi da fusão de blues, jazz, country e spiritual que nasceu o ritmo que marcaria a segunda metade do século 20: o rock’n’roll.

Influência – Pode-se dizer que Elvis foi decisivamente influenciado por um estilo musical então no apogeu: a música gospel do sul dos EUA, cuja expressão máxima foram os quartetos The Statesman e Blackwood Brothers, além da lenda J.D.Summer. Já no auge do sucesso, o astro contratou o quarteto gospel The Jordanaires para acompanhá-lo no backing vocal. A escolha teve tanto razões pessoais quanto técnicas. Elvis confessava-se fã do grupo e sonhava ter seu próprio quarteto. Além disso, pesou na decisão a fé dos integrantes. Junto com os Jordanaires, Elvis passava horas de puro êxtase afiando o vozeirão com música sacra. Mas foi em 1957 que Elvis começou a dar vazão artística à sua espiritualidade, gravando o compacto duplo Peace in the valley (“Paz no vale”), tendo em seu repertório quatro hinos religiosos tradicionais. Na época, a gravadora RCA Victor ficou contrariada, mas não quis entrar em atrito com seu maior astro.
Peace in the valley era a canção preferida de Gladys, a mãe de Elvis, morta em 1958. O jovem artista, então com 23 anos de idade, viu-se de uma hora para outra sem chão – a mãe foi a mais decisiva influência pessoal e espiritual de toda a sua vida. Foi ela que o levou a dar os primeiros passos na fé cristã e o incentivou a passar pelo batismo nas águas. A proximidade entre ambos foi ainda mais intensa pelo fato de Elvis ser filho único, já que seu irmão gêmeo, Jesse, não sobreviveu ao parto. Boa parte dos biógrafos do cantor atribuem à morte de Gladys o trauma que acabou levando-o à decadência, duas décadas mais tarde. As imagens do sepultamento da mãe registram as cenas mais pungentes do ídolo, com o olhar perdido e abraçado ao pai, Vernon, à beira do túmulo. A orfandade prematura acentuou ainda mais a solidão que Elvis nunca conseguiu superar. Ele jamais se recuperou da perda da mãe.
Se no íntimo Elvis nutria sentimentos que o aniquilavam, tais fantasmas jamais interferiram na sua genialidade. A forma como se preparava para as sessões de gravação e as apresentações era um tanto inusitada. Nos intervalos, para manter o aquecimento da voz, ele e sua banda só entoavam canções evangélicas. Uma performance durante a interpretação de Peace in the valley no programa de Ed Sullivam gerou controvérsia nacional – como aceitar que um moço mundano daqueles cantasse hinos de louvor a Deus? Certa ocasião, um executivo da RCA ficou encarregado de comandar algumas rodadas de gravações em substituição ao produtor de Elvis, Steve Sholes, que ficara doente. Quando a trupe começou a entoar gospel no estúdio, o executivo interrompeu a farra. Disse que aquele não era momento para brincadeiras, mas sim de trabalho duro, pois a hora do estúdio era muito cara. Irritado, o astro chamou seus acompanhantes e abandonou a gravação. Resultado: o executivo foi demitido e, novamente com Sholes, Elvis Presley continuou fazendo o que mais gostava: cantar gospel com seus amigos.
Mesmo já tendo alcançando o estrelato, Elvis alimentava o sonho de gravar um álbum inteiro só de músicas religiosas. Em 1960 ele bancou a idéia, sob a reprovação de seu empresário Tom Parker e de sua gravadora, que temia o risco de prejuízos financeiros. Assim nasceu o LP His hand in mine (“Sua mão sobre mim”), produzido e supervisionado pelo próprio Elvis, para quem o álbum era uma homenagem à sua mãe. Com uma referência que lhe era tão cara, o artista devotou ao disco todo o seu talento. Ele próprio selecionou as músicas e participou de todos os arranjos e direção musical. Aquele era o seu disco, e Elvis não permitiu ingerência de ninguém. O resultado foi, nas suas próprias palavras, “um trabalho de amor”. Na verdade, foi muito mais que isso. His hand is mine se transformou num enorme sucesso, a ponto de Elvis ter afirmado que aquele havia sido o trabalho do qual sentia mais orgulho.

Volta por cima – Ao mesmo tempo que influenciava o público com as mensagens cristãs de suas músicas, Elvis Presley vivia numa dicotomia, pois seu comportamento e atitudes eram consideradas profanos demais. Em pouco tempo, atraiu a oposição enfurecida da Igreja da época. Pais protestantes, escandalizados com aquela “dança do demônio”, proibiam seus filhos de assisti-lo ou mesmo ouvir suas canções pelo rádio. Pastores estimulavam os fiéis a queimar os discos em praça pública. Por volta de 1967, a carreira de Elvis deu uma guinada para baixo. Suas músicas já não empolgavam, e o artista estava mais envolvido em projetos duvidosos como os filmes que protagonizou no papel de mocinho cantante. Por outro lado, as vendagens de seus discos despencavam à medida que artistas como os Rolling Stones e os Beatles estouravam nas paradas. A contracultura, então no apogeu da trilogia “sexo, drogas e rock’n’roll”, preferia astros mais transgressores do que aquele “filhinho da mamãe” que cantava músicas recheadas de romantismo e mensagens de fé em Deus.
Elvis foi alertado por seus agentes de que estava numa encruzilhada: ou optava por uma mudança ou poderia precipitar o fim de sua carreira. Sua resposta foi a produção do magnífico How great thou art, outro disco gospel. Sua interpretação do célebre cântico cristão é considerada perfeita. O sucesso foi tanto que Elvis ganhou o seu primeiro prêmio Grammy, o oscar da música, por este trabalho. Era a volta por cima do rei do rock, curiosamente alavancado por um álbum de temática estritamente religiosa. Aquele ano de 1967 foi marcado também pelo seu casamento com Priscila, que duraria até 1973 e lhe deu sua única filha, Lisa Marie Presley.
Com a popularização da TV, Elvis passou a ser o que hoje se chamaria de artista global. Seus shows encantavam fãs em todos os continentes. Todavia, os anos 70 trariam a decadência do mito. Foi uma fase conturbada de sucessivos eventos, badalações, shows mal-sucedidos, estresse, noites mal dormidas e uso descontrolado de medicamentos. Elvis tornou-se um consumidor voraz de antidepressivos, barbitúricos, controladores de pressão e remédios para dormir. A hipocondria mudou até seu aspecto. Antes celebrado pela beleza e porte atlético, o astro engordou 50 quilos e se tornou uma figura patética. Depressivo, passou a viver grande parte do templo recluso em Graceland, sua mansão cinematográfica em Memphis, ignorando a idolatria que o mundo lhe devotava – sentimento que, aliás, ele sempre fez questão de desestimular. “O único rei que existe é Jesus Cristo”, dizia aos fãs mais afoitos.
Ainda assim, dava freqüentes mostras de sua religiosidade, até mesmo como válvula de escape diante da amargura que sentia. Conta-se que numa madrugada fria, Elvis, atormentado pela insônia, foi encontrado tocando repetidas vezes a canção gospel How great thou art. “Estava me sentindo sozinho”, justificou. Mesmo no ocaso, Elvis ainda conquistou mais dois Grammys. Um pelo álbum He touched me, lançado em 1972, e outro pela fenomenal interpretação da música How great thou art, num show realizado em Memphis em 1974. Muitos acreditam que a dependência química de Elvis era causada por drogas psicóticas como a cocaína, o que nunca foi comprovado. Sabe-se, entretanto, que o cantor consumia remédios de todo tipo – a necropsia em seu corpo encontrou indícios de pelo menos oito substâncias. Elvis morreu em Graceland no dia 16 de agosto de 1977. A notícia chocou o mundo e provocou comoção nacional nos Estados Unidos. Nos seus últimos momentos, Elvis vinha lendo o livro A procura científica pela face de Jesus, numa sugestiva metáfora do que possivelmente lhe passava pela alma.

“Desígnios de Deus” – Em todo caso, quem repete o bordão “Elvis não morreu” não está, de modo algum, mentindo. Afinal, o mito permanece vivo através de sua extensa obra e até hoje continua polêmico, sobretudo quando o assunto é sua espiritualidade. Muita gente insiste em afirmar que Elvis pagou com a alma o preço da fama. “Ele estava no lugar errado, na hora errada, e os resultados foram catastróficos”, vaticinou ninguém menos que Rick Stanley, irmão de criação de Elvis e pastor evangélico nos Estados Unidos, no livro Preso numa armadilha. Segundo ele, o cantor conhecia muito pouco o Evangelho, apesar de criado na igreja. “A fama o impediu de viver uma vida cristã produtiva e feliz’, observa. Stanley conta que Elvis vivia uma crise de conteúdos que o levou a procurar conhecimento em outras religiões como o espiritismo: “Ele enveredou por esse caminho através de seu cabeleireiro Larry Geller, nos anos 60. Esse choque de convicções religiosas tornou-se presente até o fim de sua vida”.
O pastor e músico brasileiro Nelson Bomilcar – um dos expoentes de renovação da música evangélica brasileira no fim dos anos 60, e portanto contemporâneo de Elvis Presley – acha que o rei do rock viveu uma crise de coerência com as verdades em que cria. “Ele foi seduzido pelas tentações do sucesso, afastando-se de Deus e das Escrituras Sagradas”, aponta. Para ele, isso pode ser em parte explicado pelo sistema no qual vivia. “O mercado fonográfico cobrava muito dele. Elvis tornou-se uma fonte de dinheiro”. Opinião diferente, é claro, têm os inúmeros fã-clubes que até hoje veneram o ídolo, inclusive no Brasil. Há até agremiações evangélicas entre os elvismaníacos. É o caso do Elvis Gospel Fã-Club, de Florianópolis (SC). Com mais de 20 mil sócios, o clube tem por objetivo anunciar o Evangelho aos fãs de Elvis Presley. “Temos conquistado almas para Cristo dessa forma”, afirma João Batista Delfino, presidente da entidade. Segundo ele, muitas pessoas têm sido tocadas pelas mensagens contidas nas cartas e boletins que o clube publica contendo letras de músicas traduzidas do superstar. Outra coisa que o fã-clube procura fazer é manter a admiração a Elvis dentro dos limites cristãos. “Lutamos contra a idolatria elvística, que ele próprio rejeitava”, diz Delfino. No exterior, tal sentimento tem levado a absurdos. Há até seitas para adorá-lo (ver quadro). Quanto à carreira gospel de Elvis, o admirador acredita que ela foi significativa: “Seu sucesso e carisma influenciaram milhões de fãs através da música cristã que incluía em seus shows”.
O comerciante Laerte Machado, também evangélico e fã ardoroso de Elvis, é membro da Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Ele faz parte do fã-clube secular Gang Elvis of Brazil, cuja sede fica em Santo André, região metropolitana da capital paulista. Para ele, o legado de Elvis para a música evangélica é tremendo. “Elvis foi o primeiro popstar mundial a gravar discos apenas com músicas gospel, a ponto de ganhar prêmios e discos de ouro em reconhecimento a seu trabalho musical cristão”. “A forma como Elvis interpretava as canções religiosas levaram a várias conversões”, aposta. Para Laerte, um fato aponta para uma provável conversão de Elvis ao Evangelho. Um pouco antes de morrer, vivendo momentos de depressão, Elvis teria pedido a presença do pastor e amigo Rex Humbard em seu camarim. Ali, o popstar perguntou ao ministro se, caso Jesus voltasse naquela hora, subiria com ele. O pastor respondeu que, se desejasse isso de todo o coração, a resposta era sim. O cantor começou a chorar e disse que era isso o que queria. “Elvis não era nenhum santo, mas procurou pautar sua vida nos desígnios de Deus”, encerra o fã. (Colaborou Carlos Fernandes)

Discografia gospel
Elvis Presley gravou 11 discos de música gospel ao longo de sua carreira, entre compactos e LPs, além das dezenas de álbuns produzidos após a sua morte.

Peace in the valley (1967) – Compacto duplo
His hand in mine (1960) – Álbum
Criyng in the chapel /I believe in the Man in the sky (1965) – Single
Joshua fit the battle/Know only to Him (1966) – Single
Milky White way/Swing down Sweet Chariot (1966) – Single
How greath thou art (1967) – Álbum
You’ll never walk alone/ We call on Him (1968) – Single
His hand in mine/How great thou art (1969) – Single
He touched me (1972) – Álbum
He touched me/Boson of Abraham (1972) – Single
If you talk in your sleep/Help me (1974) – Single

O delírio dos presleyterianos
Para alguns fãs de Elvis, a paixão pelo ídolo não conhece limites. Nos Estados Unidos, há fãs que crêem que o astro não era somente humano, mas divino. São os presleyterianos, gente que cultua a memória do mito e até mantêm templos em sua honra. Todos os anos, no dia do aniversário de Elvis – 8 de janeiro – multidões de devotos fazem peregrinações até a mansão Graceland, em Memphis, no estado americano do Tennessee, onde vivia o artista. O local, que abriga seu túmulo, é considerado sagrado para eles. Em Denver, no Colorado, funciona a Primeira Igreja Presleyteriana de Elvis, o Divino. Seu fundador, Karl Edwards, até propôs ao Congresso americano a instituição de um feriado nacional dedicado a Elvis. Há casos de fãs que se consideram realmente sacerdotes de Elvis e fazem de tudo para se parecer com o ídolo. Não são poucos os casos de cirurgias plásticas a que se submetem na tentativa de adquirir feições parecidas com as do rei do rock. Já a Primeira Igreja dos Imitadores de Elvis, que tem templos em Memphis e Las Vegas, costuma celebrar casamentos em que o oficiante, caracterizado como Elvis no fim de carreira, canta Viva Las Vegas, um dos seus maiores sucessos. Para o fá Robert Campbell, Elvis Presley é uma espécie de messias: “Ele é o único filho gerado que Deus nos prometeu enviar”, delira. Os presleyterianos costumam relatar aparições do ídolo e até milagres atribuídos a ele.

O homem por trás do mito
Crentes ou não, os fãs de Elvis Presley têm uma oportunidade e tanto para conhecer mais sobre a trajetória cristã do astro. Acaba de chegar às lojas Tocou-me – A música gospel de Elvis Presley, DVD em dois volumes lançados no Brasil pela Bompastor para celebrar o 70º aniversário de nascimento do rei do rock. Num documentário primoroso produzido pela Coming Home Music, o espectador pode mergulhar no homem por trás do mito. A infância, a família, a formação cristã e a fulgurante carreira de Elvis emergem com tons nítidos de um bem fundamentado trabalho de pesquisa baseado em gravações e depoimentos de pessoas que conviveram com ele. Amigos, pastores e artistas falam com emoção do maior ícone pop de seu tempo. O trabalho aponta para um Elvis piedoso, que via suas músicas como veículo para expressar a própria dependência de Deus – caso de Paz no vale, a preferida de sua mãe. No DVD, fica clara a importância que Gladys Presley teve em sua vida. A discografia completa, os maiores shows e também os momentos de intimidade não passam em branco em Tocou-me. Alguns dos melhores momentos são os improvisos gospel de Elvis e seus companheiros de banda nos bastidores. O espectador vai se surpreender também com o relato da cura divina de uma das backing vocals de Elvis – milagre atribuído pela própria à oração que o amigo fez dentro do camarim. Mas o melhor dos álbuns são as magistrais interpretações de sucessos como Quão grande és tu. Não há como não se emocionar diante da contrição com que Elvis Presley cantava alguns dos mais tradicionais hinos evangélicos.

Tocou-me – A música gospel de Elvis Presley (volumes 1 e 2) Direção: Michael Merriman Apresentação: Sander Vanocur Duração: 90 minutos cada volume Bompastor www.bompastor.com.br (11) 3346-2000

Claiton Cesar
Jornalista da revista Eclésia

1 Comment

  1. De sordi disse:

    O inimigo realmente tem poder negativo sobre as pessoas…. ele é sujo de mais… vc não ve que potência esse Homem cantando musicas evangélica… quantas almas esse Homem não deve ter ganho no inicio de sua carreira…. e depois deu brecha ai já era… mas DEUS é misericordioso de mais!!!!

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